Bases de
dados nacionais
Pode criar a sua base de dados pessoal
Foram incluídas várias bases
de dados do utilizador, como módulos da FishBase, e que assim, podem ser
mantidas e actualizadas. Assim, é possível fazer passar a FishBase duma função passiva
de fornecer informação, para uma função
activa na realização de relatórios para investigadores, mergulhadores,
pescadores desportivos, aquariófilos, pequenos museus, Reservas Naturais,
aquários públicos, projectos de pescarias, etc. Basicamente os utilizadores
podem introduzir, actualizar ou imprimir toda a informação relevante para a sua
colecção de peixes. Podem também juntar as suas próprias fotografias
digitalizadas (em formato JPG, GIF, PCX ou BMP). Ao mesmo tempo, toda a
informação que a FishBase tem nessas espécies- incluindo mapas e fotografias-
está facilmente acessível através dum simples clicar do rato. A base de dados
do utilizador reside no disco rígido e pode ser gravada em disquete para
“backup”; não será apagada pelas versões actualizadas da FishBase. Também a
poderá Reparar no caso de ter algum
erro, e Compactá-la para um ficheiro
lixo, assim reduzindo o tamanho do directório C:\FishBase. Contamos com a sua
opinião sobre o funcionamento destes módulos para os melhorar no futuro.
Rainer
Froese
Base de dados de Observações Pessoais
Pode incluir as suas próprias fotografias
Com o desenvolvimento de
actividades como mergulho e fotografia subaquática, a observação de peixes
tornou-se cada vez mais popular, o que se reflete nos inúmeros guias para
mergulho (por ex., Lewis et al. 1986;
Humann 1994; Randall 1996). A
observação de peixes não se restringe aos mares tropicais, tal como demonstrado
por Smith (1994). Existem até catálogos que contêm apenas o nome científico e
comum dos peixes que se encontram numa determinada área, e espaço livre para o
observador registar a data, hora, profundidade e tamanho (Sea Challenger 1995).
A base de dados de observações pessoais é uma
tentativa de encorajar o registo sistemático de observações de peixes o que
pode ajudar a aumentar o nosso conhecimento sobre a biodiversidade de peixes
(desde que seja demonstrado que a identificação eatá correcta, por ex., com uma
fotografia), de um modo análogo à contribuição dada por observadores amadores
de aves para o conhecimento das suas migrações. A equipa da FishBase está a
explorar a possibilidade de incluir este tipo de observações na FishBase.
O botão Observações
Pessoais dá-lhe acesso a um menu que lhe permite criar e manter a sua
própria base de dados sobre quando, como e onde, foi observado, capturado ou
comprado certo peixe. Os campos são semelhantes aos da tabela ocorrências
(Froese and Capuli; neste livro). No entanto, esta tabela está dependente da
sua própria base de dados (USER.MDB) e reside no disco rígido na directoria
C:\FishBase.
Campos
Os
campos Classe, Ordem e Família são
preenchidos pela FishBase logo que um género válido é introduzido. Não serão
preenchidos se o nome genérico introduzido não existe na FishBase. O mesmo se
passa para os nomes comuns.
O campo fotografias
serve para armazenar as fotografias digitalizadas, fornecidas pelo utilizador.
Terá que especificar onde está o seu directório de fotografias, utilizando o
botão Escolha o Caminho. Se clicar
duas vezes o nome do ficheiro a fotografia ser-lhe-á mostrada.
Pode aceder a entradas seguintes a partir de registos anteriores
Os campos Datas alojam as datas das capturas, observações ou compras. Os anos
estão repetidos para receber informação anterior e futura.
Para avaliar da qualidade da informação, é importante
conhecer a fonte de onde se baseou a identificação. Clique duas vezes o campo
vazio para procurar o número de referência, clique então duas vezes para ver a
citação completa.
Os campos Localidade,
Tipo de Localidade, País, Província e área FAO têm
objectivos óbvios. O campo Drenagem
refere-se à bacia hidrográfica onde o peixe foi observado. Clique Ctrl+` para continuar com a entrada
anterior.
As coordenadas geográficas são o melhor método para
localizar exactamente um sítio qualquer. Digite somente os algarismos, porque a
FishBase juntará automaticamente os símbolos de graus e minutos. As coordenadas
introduzidas aparecerão no mapa de distribuição como pequenos pontos amarelos.
Clique nos botões Ambiente, Espécimen ou Misc.info para obter informação
adicional.
Como chegar lá Clique
o botão Bases de dados Nacionais na
janela Menu Principal da FishBase
e o botão Observações Pessoais na janela
seguinte.
Referências
Humann, P. 1994. Reef fish identification, Caribbean,
Bahamas. New World Publications, Jacksonville, Florida. 426 p.
Lewis, D., P. Reinthal and J.
Trendall. 1986. A guide to the fishes of Lake Malawi National
Park. World Wildlife Fund, Gland, Switzerland. 71 p.
Randall, J. 1996. Shore fishes of Hawaii. Natural World
Press, Vida, Oregon. 216 p.
Sea Challenger. 1995. Fishwatcher’s species checklist for Pacific
Coast invertebrates and fishes. Sea Challengers Inc., Monterey.
Smith, C.L. 1994. Fish watching: an outdoor guide to
freshwater fishes. Cornell University Press, Ithaca.
Rainer Froese
Base de dados checklist nacional
Crie uma base de dados nacional
O botão Checklist Nacional serve para criar uma base de dados de peixes
existentes nas águas de qualquer país. Clique o botão Criar Checklist e seleccione o país para o qual a pretende criar
uma base de dados nacional. Automaticamente todas as espécies desse país serão
extraídas e colocadas, juntamente com toda a informação relevante, na tabela Checklist Nacional. Esta tabela está
incluída, em separado, numa base de dados do utilizador (COUNTRY. MDB) e pode
ser útil aos gestores de pescas e biodiversidade facultando-lhe a sua própria
base de dados em habitats, abundâncias, usos e regulamentos, dos peixes do seu
país. Os campos são muito idênticos aos da tabela PAÍS (neste volume) e a informação complementar está
acessível por apenas um clique no rato. Também pode reparar, compactar ou
efectuar um “backup”, tal como decrito anteriormente.
Base de dados Conhecimentos Locais
O Conhecimento
Local (CL) no contexto da FishBase refere-se ao que é usualmente chamado
“conhecimento autóctone”, “indígena” ou “tradicional” nos países em vias de
desenvolvimento.
Crie a sua própria base de dados do conhecimento local
Contudo, a nossa
definição de CL estende-se também aos países desenvolvidos, no sentido de
obtermos também informação sobre os conhecimentos dos antigos Egípcios, Gregos,
etc.
O conhecimento local está
sempre ligado a uma determinada cultura, definida (1) pela área (país ou
região) e (2) pela língua (que pode estar extinta, por ex., egípcio antigo ou
germânico medieval).
Note que o CL para entrar na
base de dados aqui descrita, tem de ser espécies-específico, isto é, a FishBase
não reconhece informação genérica (por ex., sobre métodos de pesca) de “peixes”
em geral ou a grandes grupos indiferenciados de peixes, como por exemplo,
“tubarões”. No caso de o conhecimento local se referir a um género, sugerimos
que o inclua como nota na espécie mais comum desse género.
O módulo CL permite aos utilizadores criar a sua
própria base de dados de conhecimentos locais, semelhante à tabela NOMES
COMUNS, apenas com a diferença de que esta inclui nomenclatura global (por ex.,
nomes da FAO), enquanto que a primeira referirá os nomes de utilização local.
Clique
no botão Conhecimento Local para
abrir o menu Nomes Locais. Clique
no botão Criar checklist. Uma lista
preliminar será criada a partir dos mais de 60.000 nomes comuns que a FishBase
dispõe. Uma vez criada, esta lista pode ser utilizada através do botão Procura/Edição que abre a janela Procurar por... . Existem 4 botões
neste menu, a saber:
1.
o botão Visão rápida (Browse) que possibilita o
acesso sequencial dos registos;
2.
o botão Espécies que possibilita o acesso
específico usando combinações de termos de busca dos campos Família, Género ou Espécie;
3.
o botão Língua que possibilita o acesso aos
registos utilizando a língua como termo de busca; e
4.
o botão Nome Comum que possibilita o acesso
específico aos registos correspondentes ao nome comum usado na busca.
Os
botões Procurar/Edição e Juntar Registos levam à forma NOMES
LOCAIS, que permite a entrada de CL para os nomes que:
·
já estão na lista
criada através do botão Criar Checklist;
e/ou
·
se referem a espécies
para as quais ainda não existe um nome comum na FishBase.
Note
que clicando nas setas situadas no fim e do lado direito do campo obterá a
lista de todos os géneros e de todas as espécies da checklist. Novas entradas
podem ser adicionadas à checklist simplesmente escrevendo o género e a espécie.
Os campos Classe, Ordem e Família (em
cinzento) serão automaticamente ligados ao nome da espécie. Todos os campos
restantes são os mesmos mencionados por Palomares e Pauly (neste volume) em
relação à tabela NOMES COMUNS.
Existem 5 botões no canto
superior direito da página. Os dois de cima são os botões desfazer (seta) e apagar (x),
para desfazer alterações efectuadas num registo e apagar um registo,
respectivamente. O botão peixe
mostra uma imagem da espécie. O botão cabeça-de-peixe
(logótipo da FishBase) liga a base de dados NOMES LOCAIS à tabela ESPÉCIES e daí fornece qualquer outra
informação existente sobre a espécie, na FishBase. O botão Globo mostra o mapa de distribuição da espécie e o registo das
ocorrências.

Os quatro botões em baixo, no
menu Nomes Locais são
instrumentos da base de dados. O botão Reparar
possibilita ao utilizador reparar erros provenientes das acções de
adicionar e apagar registos. Pode ser usado juntamente com o botão Compactar, para comprimir a base de
dados e portanto optimizar espaço no disco rígido. O botão Backup copia a base de dados para um determinado(a)
drive/directório, enquanto que o botão Restaurar
copia a base de dados do directório backup para o directório de trabalho do
disco rígido.

Maria de Lourdes D. Palomares e Daniel Pauly