A informação na FishBase
A FishBase tem 60 tabelas principais
Toda a informação contida na FishBase iguala uma enciclopédia de 40
volumes
A FishBase é extensa. A sua
informação em Biologia dos peixes está estruturada em mais de 1.000 campos normalizados
(ou agrupados) em 60 tabelas principais e 70 tabelas secundárias com mais de
meio milhão de registos no seu conjunto. Os ficheiros de dados contêm cerca de
200 milhões de caracteres. Se assumirmos que uma página tem 5 mil caracteres e
que um mapa ou uma fotografia ocupa 1/5 duma página, então teremos que toda a
informação compilada pela equipa da FishBase e os seus colaboradores é igual à
de uma enciclopédia de 40 volumes com 1.000 páginas cada um.
O ficheiro README contém a
última informação inserida
Mais de 400 rotinas
pré-programadas foram utilizadas na informação para criar uma grande variedade
de ecrãs e relatórios. Esses relatórios foram estudados para ir ao encontro das
nossas necessidades e também às dos utilizadores em geral. Se tiver necessidade
de alguma informação não fornecida até agora, faça-nos chegar a sua ideia, para
a considerarmos na próxima edição da FishBase. Como alternativa, pode utilizar
a base de dados Access da Microsoft para criar os seus próprios relatórios (veja
“FishBase e Microsoft Access”, neste
vol.).
De seguida apresentamos a descrição da informação na
FishBase, como aceder a ela, e quais os relatórios disponíveis para obter essa
informação. Note que alguns dos campos mencionados podem não estar visíveis na
folha, mas sim escondidos nos botões. Por exemplo, informação sobre quem
introduziu, modificou ou verificou a informação está “escondida” no botão Status. Aqui também se pode encontrar
os campos para fins internos como o SpecCode
e o StockCode. O ficheiro README no
CD-ROM da FishBase contém informação sobre as alterações, por exemplo, nas
rotinas pré-programadas.
Diversas formas de
encontrar espécies
Se quiser encontrar informação
sobre uma certa espécie, clique o botão Espécies
no Menu Principal. Ser-lhe-ão dadas opções de procura pelo nome científico,
nome comum, sinónimo ou pela simples escolha duma lista de espécies dentro duma
família. Poderá também utilizar a rotina Identificação Rápida.
Depois de clicar no botão do Nome Científico poderá escolher o nome genérico ou específico duma
lista alfabética, ou escrever as primeiras letras e esperar que a FishBase lhe
dê o nome completo. Para realizar o passo anterior, clique na pequena seta no
lado direito do campo. Note que sempre que introduza o nome de um género, as
escolhas para os nomes científicos estão limitadas a esse género. Clicando o
botão Procurar aparecerão as
espécies selecionadas. Se existir mais do que uma hipótese para o nome
introduzido aparecerá uma lista de espécies possíveis. Clique duas vezes e
aparecerá a espécie escolhida.
A FishBase faz uso de
caracteres especiais
Se clicar Nome Comum ser-lhe-á pedido para escrever o nome vernáculo. Note
que a CARTA LIVRE (*) é automaticamente chamada e a FishBase procurará também
as palavras compostas ou derivadas, por exemplo, numa procura em “atum” serão
mostradas as opções “atum-patudo”, e “atum albacora” bem como “atuneiro”. A
FishBase usa os caracteres especiais do Windows, ou seja, os nomes comuns podem
ter caracteres como os seguintes: à, à, ã, ä, å, æ, ç, è, é, ê, ë, ì, í, î, ï, ñ, ò, ó, ô, ö, ù, ú, û, ü, ß, etc. Depois de clicar o botão Procurar a
FishBase mostrará os nomes comuns juntamente com o nome do país onde são
utilizados e o nome científico correspondente. Se clicar duas vezes no nome,
chamará as informações constantes na tabela ESPÉCIES. Em alternativa pode
clicar no botão Browse à direita do campo e seleccionar um nome das listas
alfabéticas. Se introduziu uma língua e país específicos, a lista incluirá
apenas os nomes comuns do país e língua em questão.
Se preferir procurar por Famílias, a FishBase permite-lhe a escolha através da lista de espécies
ou se digitar as primeiras letras da família encontrará as palavras
coincidentes, como foi descrito para os nomes científicos. Depois de clicar o
botão Lista de Espécies, a FishBase mostrar-lhe-á uma lista de espécies dessa
família, por ordem alfabética, com o nome do autor. Clicando duas vezes em
qualquer linha terá ao seu dispor a informação contida na tabela ESPÉCIES.
Também pode seleccionar espécies de uma lista de
peixes dulciaquícolas ou marinhos de um determinado País. Clique duas vezes em qualquer linha para obter a tabela
ESPÉCIES.
A porcura por Tema mostra as principais categorias de dados
disponíveis na FishBase e permite encontrar rapidamente todas as espécies de um
dado país, ordem ou família.
A identificação de peixes é um aspecto lateral na
FishBase. É difícil imaginar biólogos a identificar espécies no campo com a
ajuda de computadores pessoais, embora esse tempo possa chegar. Identificar com
a ajuda de guias de campo como o de Myers (1991) ou Humann (1991) ainda é o
processo mais simples de ter informação das espécies mais comuns.
Identificações que exigem escrutínio científico requerem um processo diferente:
têm que ser feitas em laboratório por pessoal qualificado.
Usamos pictogramas para
facilitar a comparação entre a espécie em estudo e a forma dos peixes dos
principais grupos
Por outro lado, bases de dados
são óptimas para identificação quando estão envolvidas muitas espécies (Froese
1989, 1990; Froese and Papasissi 1990; Froese et al. 1989, 1990). Com entradas simples e relativamente pequenas
em número, a FishBase pode indicar ao utilizador uma pequena lista de espécies
possíveis, com fotografias, aspectos morfológicos e identificações sobre a
bibliografia relevante. Como nos guias de campo, usamos pictogramas para
facilitar a comparação entre a espécie em estudo e a forma dos peixes dos
diversos grupos. Para a maior parte das formas de peixes escolhemos o método de
Smith e Heemstra (1986) que se baseia na forma e número das barbatanas. A chave
baseia-se no facto de na maior parte dos teleósteos, a contagem dos raios das
barbatanas dorsais e anais ser relativamente estável e fácil de obter.
Juntamente com a distribuição geográfica, o habitat (água doce, salobra ou
salgada), e uma classificação ao nível da ordem ou família, isto forma um
padrão de pesquisa que rápidamente reduz o número de espécies possíveis (ver
também a tabela Morfologia, abaixo).
A contagem dos raios das barbatanas permite uma identificação
rápida
Depois de clicar o botão Identificação Rápida, terá de especificar qual Continente, Oceano, Meio e Profundidade de onde é o exemplar. Esta informação destina-se a
reduzir o número de espécies possíveis. Pode não utilizar estes campos se não
os souber preencher. Se já souber a ordem,
a família ou o género, clique o botão Taxa
que lhe permite introduzir a informação e começar a procura.
Clicando o botão Fotografias
terá acesso a pictogramas de famílias facilmente identificáveis (Veja Fig. 3).
Depois de identificar o grupo ainda pode juntar a contagem dos raios das
barbatanas ou taxa mais específica.
Tamanho, lugar, habitat e grupo depressa reduzem o número das
espécies possíveis
Clicando o botão Raios das Barbatanas terá informação sobre
esses dados. A lista é limitada às espécies das quais temos informação, a não
ser que indique a ordem ou a família. A FishBase 97 contém informação sobre os
raios das barbatanas de 4.300 espécies de teleósteos e encontra-se completa
para, por ex., Colômbia Britânica, Japão e África do Sul. Planeamos incluir
dados de todas as espécies do Pacífico ocidental para ter esta routina completa
para uma maior área. Pretendemos também encontrar um método simples para a
identificação dos peixes cartilagíneos. Qualquer sugestão ou colaboração neste
assunto é bem-vinda.
Como chegar lá Clique
o botão Espécies no Menu Principal e o botão Identificação Rápida na janela de PROCURA POR….

Fig. 3. Ecrã de identificação rápida da FishBase 97. Repare que
a última linha fornece uma pequena descrição das principais características do
botão seleccionado, neste caso, a lampreia.
Referências Froese, R. 1989. Computer-aided approaches to
identification. II. Numerical taxonomy. Fishbyte 7(3):25-28.
Froese, R. 1990. Moderne Methoden zur Bestimmung von
Fischlarven. Universität Hamburg. 260 p. Doctoral Thesis.
Froese, R. and C. Papasissi. 1990. The use of modern relational databases for identification of fish larvae. J. Appl. Ichthyol. 6:37-45.
Froese, R., I. Achenbach, and C. Papasissi. 1990. Computer-aided approaches to identification. III. (Conclusion). Modern databases. Fishbyte
8(2):25-27.
Froese, R., W. Schöfer, A. Röpke and D.
Schnack. 1989. Computer-aided approaches to identification of aquatic organisms: the use of Expert System.
Fishbyte 7(2):18-19.
Humann, P. 1994. Reef fish identification, Florida,
Caribbean, Bahamas. New World Publication, Jacksonville, Florida. 426 p.
Lieske, E. and R. Myers. 1994. Collins pocket guide. Coral reef fishes. Indo-Pacific &
Caribbean including the Red Sea. Harper Collins Publishers, Italy. 400 p.
Smith, M.M. and P.C. Heemstra, Editors. 1986. Smith’s sea fishes. Springer Verlag,
Berlin. 1047 p.
Rainer
Froese e Rodolf B. Reyes, Jr.